Insert your smart/funny/sarcastic tagline here.

Lições de Celebridades para Empreendedores

Posted: May 10th, 2011 | Author: admin | Filed under: Empreendedorismo | Tags: , , , | No Comments »

Então, ontem a noite eu estava atrás de um “quote” para colocar aqui mesmo no blog e decidi dar uma pesquisada no que grandes heróis e celebridades do cinema já falaram de interessante e que teria alguma relação com empreendedorismo, ou de certa forma servisse como “lição” ou conselho para empreendedores. O resultado é a imagem a seguir.

Deixe-me saber o que você achou :)

 


Como o Chile pretende deixar o Brasil pra trás e se tornar o pólo de startups da LATAM

Posted: May 9th, 2011 | Author: admin | Filed under: Empreendedorismo, Startups | Tags: , , , , , | No Comments »

A economia vai bem, o mundo inteiro está olhando para nós e finalmente o Brasil deixou de ser o país do futuro para ser o país do presente.

Isto é ótimo. Mas ao mesmo tempo, não pode ser criada uma zona de conforto em torno da boa fase que vive o país. Está na hora de apostar mais no Brasil, de ousar, de aproveitar o “momentum” e viabilizar a transformação do país: de exportador de commodities para exportador de serviços de alto valor agregado.

No entanto, parece que quem está jogando este jogo são os nossos (quase) vizinhos chilenos.

No Brasil, o programa PRIME (Primeira Empresa Inovadora), que oferecia R$ 120.000 de subsídio para empresas inovadoras,  não tem sequer data para ser reaberto (tendo ocorrido pela última vez em 2009). No Chile, o governo está importando empreendedores do mundo todo e oferecendo U$ 45.000 para que desenvolvam seus negócios no país durante pelo menos 6 meses e ao mesmo tempo, transfiram conhecimento sobre startups para a comunidade local.

O programa StartupChile recrutou em sua última edição (agora em Abril) mais de 100 startups para se estabelecerem no Chile, incluindo empresas americanas, européias e também brasileiras.

Enquanto o Chile se posiciona como hub internacional de Startups da América Latina e coloca o presidente da nação para receber o grupo Geeks on a Plane (contendo alguns dos empreendedores, angels e VC’s mais reconhecidos do mundo),  o prefeito do Rio de Janeiro dá o cano no compromisso com o GOAP e não vai à reunião.

Não quero simplesmente apontar dedos com este post. Porém, é inevitável notar que o Brasil tem condições de ir muito mais longe e executar um programa de inovação fortíssimo, mas parece estar deixando esta oportunidade para trás.

Startups geram inovação, empregos com bons salários e produzem produtos e serviços de alto valor agregado. Porque não aproveitar o bom momento do país e investir PESADO em startups?

/hatsoff para o Chile

 


Notebooks vão morrer

Posted: March 19th, 2011 | Author: admin | Filed under: Internet e Tecnologia, Reflexões, Vídeos | Tags: , , | 1 Comment »

Tenho um pressentimento que nos próximos anos os computadores pessoais vão mudar drásticamente com relação a forma como são hoje.

Se tivesse que fazer uma aposta, apostaria na morte dos notebooks. Não vou nem mencionar desktops porque estes já estão com os dias contados. Os notebooks seriam substituídos por celulares (ou mude o nome para “dispositivo pessoal” se preferir) que poderiam ser conectados via wireless a um teclado maior (que poderia estar em uma superfície macia sensível ao toque) e um display maior em sua casa sempre que você precisasse de maior agilidade para trabalhar ou produzir algo. Para garantir a segurança, os dados do seu dispositivo pessoal ficariam na nuvem.

E eu encontrei um vídeo que aparentemente sustenta esta idéia. O vídeo foi criado pela Corning, uma das empresas mais inovadoras do mundo no ramo de materiais. Eles criaram um vídeo mostrando um dia em futuro cercado de “vidro”. O curioso é que no vídeo, que passa por diversos cenários comuns no dia-a-dia,  não aparece nem 1 notebook sequer. Será um sinal?


O Futuro

Posted: March 19th, 2011 | Author: admin | Filed under: Reflexões | Tags: | No Comments »

Eu valorizo bastante o presente, afinal é onde você realmente tem a chance de agir, viver, criar. Porém o Futuro em si, tem coisas muito valiosas que o presente não consegue prover.

O Futuro é onde estão todos os nossos planos, nossas esperanças e sonhos. Está tudo lá. Ele é um ponto de referência excelente para guiar as suas ações do presente e fazer com que você realmente chegue lá. O Futuro é capaz de motivar.

Mas o que isto significa?

Significa que você deve traçar seu Futuro agora. Significa parar de encarar o presente como apenas mais um dia, e enxergá-lo como uma oportunidade de corrigir sua rota para o futuro que você quer. Obviamente, para “corrigir esta rota” você já precisa tê-la traçada e saber exatamente aonde quer chegar. Esta rota será capaz de motivar e guiar você até o destino final.


Nomes x Pessoas

Posted: August 27th, 2010 | Author: admin | Filed under: Reflexões | Tags: , , | No Comments »

Problemas acontecem. Mas em projetos, eles simplesmente acontecem mais.

Problemas de documentação, comunicação, relacionamento, atrasos, tecnologia, planejamento e processos, são muito comuns. Isto não significa que devemos ser passivos a estes problemas e simplesmente os aceitar, no entanto, o fato é que dificilmente você vai escapar de todos eles durante um projeto.

Faz parte da natureza única dos projetos: por ser único, nunca se fez um projeto exatamente igual anteriormente e isto favorece a ocorrência de problemas. Mas e então? O que acontece depois que ocorre um problema?

Impacto do Problema

O Impacto de um Problema é o efeito que acontece depois do problema. Este efeito pode ser contido, absorvido ou ampliado dependendo da maneira como o problema é encarado.

 

Apesar do Impacto estar muito relacionado ao tipo e origem do problema, o fator determinante para se conter ou ampliar um problema é o relacionamento das pessoas envolvidas. Funciona como um catalisador, quanto pior o relacionamento, mais forte é o efeito do catalisador para potencializar o impacto do problema.

A grande diferença entre os projetos bons e projetos ruins é o relacionamento das pessoas. Em bons projetos, os problemas acontecem, alguém se desculpa e a solução rapidamente aparece. Em maus projetos, quando surge um problema, 3 coisas podem acontecer (na maioria dos casos as 3 acontecem ao mesmo tempo):

  1. As pessoas começam a procurar um culpado.
  2. O problema é amplificado a uma razão de pelo menos 10x o seu tamanho real.
  3. A solução aparece depois de um enorme desgaste desnecessário.

Quando alguma destas 3 situações ocorrem, aquilo que faz os projetos ruins serem ruins, fica pior ainda.

Distribuição da Equipe x Impacto dos Problemas

Minhas experiências me levam a crer que a forma como a equipe está distribuída fisicamente afeta a potência do impacto dos problemas.

Existem muitas formas de distribuição de equipes, mas existem 3 delas que são as que tenho visto com maior frequência:

Quando eu digo “locais diferentes”, não estou falando da sala ao lado. Estou falando de outra cidade, outro estado, talvez outro país. Quanto a dependência de tarefas, imagine por exemplo a criação da especificação do software em um local, e a implementação do software em outro.

Tive a oportunidade de gerenciar projetos nos três cenários representados acima, e pelo que percebi tem-se um crescimento na força de Impacto de um problema quando saímos da esquerda para a direita na imagem anterior. Na imensa maioria dos casos, um problema que ocorre no cenário 1, tem um impacto bem menor do que no cenário 2. O cenário 3 é o pior de todos.

O principal agravante do cenário 3 é que um erro ocorrido irá afetar os dois “lados” da equipe, pois ambos estão trabalhando na mesma tarefa. As pessoas estão separadas durante todo o projeto e normalmente não tem uma relação forte entre si. Um lado enxerga o outro apenas como um endereço de E-mail, ou um Nome na lista de contatos da ferramenta de comunicação.

É muito mais fácil atribuir um problema a um Nome, do que a uma Pessoa. Afinal de contas, a Pessoa você vê todo dia, senta ao seu lado, toma um cafézinho com você e te conta o que fez no fim de semana. O Nome não.

No cenário 3, o Nome apenas está lá. O Nome existe como um executor de uma atividade no projeto, e pior ainda, uma atividade que é a mesma que Você faz. Talvez exista uma certa rivalidade? Será que o Nome executa esta atividade melhor que Você? Como fazer “o seu lado” se destacar em relação ao outro?  Talvez seja por isto que os problemas no cenário 3 sejam tão ampliados.

No final das contas, o que contribui mais para o Impacto é o relacionamento dos envolvidos. Portanto, se você vai trabalhar no cenário 2 ou 3 e quer minimizar o impacto dos problemas, tente ao máximo transformar Nomes em Pessoas.

Nomes -> Pessoas.


Livros curtos

Posted: August 13th, 2010 | Author: admin | Filed under: Reflexões | Tags: , , | No Comments »

Toda vez que passo pelo pequeno corredor entre a sala de TV e o meu quarto, ouço uma voz desesperada vindo diretamente da estante que fica encostada na parede:

“Leia-me! Leia-me!”

E antes que eu me considere louco, lembro-me que trata-se apenas da voz da minha consciência que sabe que existem no mínimo 5 livros que comprei e que até hoje estão embalados cuidadosamente em um plástico fino e brilhante.

Mas acredito que não estou sozinho nesta situação. Que jogue a primeira pedra quem não tem livros na estante que nunca foram lidos.

Esta semana, no FLIP, o escritor Peter Burke falou sobre uma das idéias que eu sempre acreditei desde a época em que escrevi um livro digital (ou simplesmente e-book) em 2006: os livros digitais serão mais curtos.

Na verdade, o que ele disse foi o seguinte: “(…) a tendência é a publicação de livros mais curtos e sem muita profundidade nos e-books”.

Será mesmo? Será que apenas conteúdos mais curtos (e sem profundidade) serão publicados em forma de livros digitais?

Os cabelos brancos do Sr. Burke certamente escondem muita sabedoria, mas acredito que a tradição e o prazer de passar uma folha de papel com as pontas dos dedos estão o cegando para duas coisas:

  1. Não haverá obras editoriais em papel, que não existam em formato digital. Portanto não faz sentido dizer que os livros digitais serão usados para publicações mais curtas. Eles serão usados em todas as publicações.
  2. Livros de papel vão morrer.

Pode ser um pouco chocante dizer que os livros de papel vão morrer, mas é inevitável. Eu sei, o livro de papel é gostoso de se ler, é lúdico, é “real”. No entanto, existem muitos motivos para o Livro de papel morrer:

  • O livro digital é mais barato, possui custo de duplicação zero, e com isso existe uma margem de lucro muito maior para o Autor, para a Editora e até para a Livraria.
  • Você consegue obter um livro digital com 1 click, de forma quase instantânea. É fácil e rápido.
  • Você pode carregar 1.000 livros digitais de uma vez, pelo peso de 1 livro físico. É claro que na prática ninguém precisaria carregar 1.000 livros, mas pense na faculdade por exemplo. Seria bom carregar seus 8 ou 10 livros que são usados no semestre, sem se preocupar com dores na coluna.
  • O livro digital é mais “ecologicamente correto”.
  • Indo um pouco mais além, para montar um acervo de livros digitais em uma Escola por exemplo, bastaria clicar o botão “Download acervo” no site do Ministério da Educação e pronto! Os estudantes poderiam ter acesso a 10.000 obras, sem ser necessário 1 único carro para transportar. A informação digital chega de forma fácil, barata e rápida nos lugares.

E esta foi apenas uma pequena lista. Se começarmos a listar aplicações onde isso favoreceria a educação e disseminação do conhecimento, aí sim o livro de papel sai ainda com mais prejuízo.

Com tantas vantagens, não há como o Livro digital não desbancar o livro físico. De fato, isto já está acontecendo. Na Amazon já se vende mais livros digitais do que livros físicos. A venda de livros de papel estão caindo. Livros de papel são caros de se produzir e distribuir. Não há caminho de volta.

O Ponto da Virada: Livros de Papel para Livros Digitais

O escritor Malcom Gladwell chama de “O Ponto da Virada” o momento decisivo em que as novidades se alastram; ou morrem de vez. Para os livros digitais o Ponto da Virada foi a popularização dos leitores digitais que começou nos EUA com o Kindle, e depois o iPad.

Com os e-readers tornou-se ainda mais fácil obter um novo livro. A todo momento você está a 1 click da informação que você precisa, ou do assunto que lhe interessa mais. É facil, imediato e isso faz as pessoas comprarem mais… e quando elas menos esperam, tem dezenas de livros não lidos em seu leitor digital preferido. Este cenário não só possui uma certa semelhança com minha estante no corredor, como também contribui para valorizar ainda mais algo que hoje é cada vez mais raro: o tempo e a atenção das pessoas.

Agora, voltemos ao que o Sr. Burke disse: os livros digitais serão mais curtos. E ele está certo. Serão mesmo, assim como todos os outros livros uma vez que todos os outros livros também existirão em formato digital. No entanto, existe um porém. O que irá fazer com que os livros digitais se tornem mais curtos não é a sua mídia, não é a tecnologia. Os livros se tornarão mais curtos por causa do cenário de escassez de tempo e atenção das pessoas.

As pessoas não só querem, como precisam absorver a informação mais rápido e isto sim poderá mudar a forma como os livros são escritos daqui pra frente. É simples: as pessoas tem mais livros e menos tempo. O escritor que quiser transmitir sua idéia de forma eficaz precisará levar isto em consideração, e isto acaba gerando a tendência de se criar livros mais curtos.

Livros curtos. Livros de Papel Digitais.


Ribossomos, Orações Subordinadas e as Leis de Kepler

Posted: May 17th, 2010 | Author: admin | Filed under: Reflexões | Tags: , | No Comments »

Tenho 27 anos, sou formado em Ciência da Computação, trabalho gerenciando projetos de software e não me importo com ribossomosorações subordinadas ou com as Leis de Kepler.

No entanto, eu tive que aprender isto durante meu ensino médio. Tive que aprender porque para entrar na faculdade eu deveria saber isto no vestibular.

Quando entrei na faculdade, nunca mais ouvi falar de ribossomos. Muito menos de orações subordinadas. A boa notícia, é que eu cheguei a ouvir sobre as Leis de Kepler! Por cerca de 50 minutos, me lembro vagamente do professor explicando sobre o movimento dos planetas… algo incrivelmente interessante!

E foi isto.

Eu nunca mais “trombei” com nada disto. De fato, eu diria que nunca mais trombei com pelo menos 70% das coisas que eu aprendi no ensino médio e na faculdade.

Não me entenda mal, eu gosto de estudar, de aprender, e sempre fui um bom aluno. Comecei a faculdade com 17 anos e nunca repeti uma matéria em minha vida, nem mesmo “peguei prova especial”.

Mas hoje, olho para trás e vejo quantos anos passei na escola e na faculdade aprendendo coisas que nunca serão usadas, e é inevitável questionar se esta é realmente a melhor forma de ensino que podemos ter.

Todo professor de universidade/MBA/pós-graduação gosta de enxer a boca para falar “Era da Informação, Era do Conhecimento, Era do não sei o quê” (acho que isto os faz sentir mais cultos do que usar aqueles óculos pretos quadrados), mas ninguém se mexe para tirar nosso método de ensino da Era da Pedra.

Enfiar toneladas de conteúdo dos mais variados possíveis e testar os alunos periodicamente para ver o quanto daquilo eles absorveram, está ficando meio antigo na minha opinião. No entanto, é isto que acontece dos 7, até pelo menos 21 anos de idade, de cada um de nós que passa pelo ciclo completo de Ensino Médio e Graduação.

Ah, mas não pára por aí. Com a inflação da educação, nos dias de hoje você é no máximo medíocre se tiver concluído somente a gradução. Você precisa ter uma pós, um MBA, um mestrado, um doutorado, certificações ou qualquer outra coisa que prove que passou bastante tempo absorvendo uma imensa quantidade de conteúdo da qual irá aproveitar apenas uma pequena parte.

E se você tivesse aproveitado melhor o tempo de aprendizado?

Acredito que precisamos de uma mudança radical no sistema de educação, começando pelo o quê estamos tentando enfiar na cabeça dos alunos.

Para mim a escola deveria focar em duas coisas:

  • Conteúdo relevante
  • Ensinar a aprender

O quê é Conteúdo Relevante?

Conteúdo relevante é tudo aquilo que a imensa maioria das pessoas daquele grupo (turma de ensino médio, ou turma da faculdade por exemplo) vão usar em suas vidas em algum momento. Deixe me dar alguns exemplos:

Português deveria focar em Redação e Interpretação de texto e não em Gramática. Redação e Interpretação de texto é o que as pessoas vão fazer para o resto de suas vidas, elas PRECISAM disto. A não ser que você faça letras ou se torne um professor de português (qualquer semelhança é mera coincidência), você nunca mais precisará de orações subordinadas, orações coordenadas ou qualquer outro conceito deste tipo. O mundo simplesmente não vai cobrar isto de você, porque isto não é relevante.

Matemática deveria focar em estatística e probabilidade. As pessoas precisam avaliar riscos, chances, recompensas o tempo todo, é importante também saber analisar dados. Mesmo que seja o Sr. João da Padaria, ele ainda poderia usar este tipo de conhecimento de maneira mais consciente para saber quantos pãezinhos ele poderá fazer no próximo mês baseado nas vendas do mês anterior, e então poder avaliar quando ele precisará de mais um padeiro, ou talvez mais um forno. Por outro lado, 99% das pessoas nunca mais irão resolver uma Equação do segundo grau depois que sair do ensino médio. Isto não faz parte da vida delas. De fato, se não fosse o vestibular, isto NUNCA teria sido parte de suas vidas.

Biologia do ensino médio deveria ser totalmente focado em saúde. Saúde do seu organismo, saúde da sua comunidade, saúde do meio ambiente. Ninguém se importa com que acontece dentro do Complexo de Golgi, porque simplesmente este conhecimento não serve para nada, para 99,9% das pessoas.

Ainda assim, é este tipo de coisa que estão ensinando nas escolas e nas faculdades… E o pior, estão cobrando ALTO por isto!

Eu acho que já deu pra entender. Portanto, vamos para o segundo ponto que as escolas deveriam estar focando na minha opinião: Ensinar a Aprender.

A “Era da Informação” é uma maravilha. Existe tanta informação disponível que é possível aprender, ou pelo menos iniciar o aprendizado, de quase tudo via internet. Mas aí surge o primeiro problema: como encontrar a informação útil, e mais importante que isto, como avaliar se uma informação é útil ou não.

Mas digamos que você consiga encontrar informação útil… agora você deve seguir para a segunda parte do problema: transformar a informação em conhecimento.

Este é o novo objetivo da escola. É isto que ela precisa ensinar nossos alunos:  encontrar e separar a informação útil do lixo e então transformá-la em conhecimento.

Todo este processo envolve pesquisa, sumarização, priorização, argumentação, validação e muita troca de experiências. Grupos devem ser formados para chegarem a conclusões, confrontarem pontos de vistas, expor suas idéias, exercitar a comunicação. O verdadeiro crescimento está aí.

Conteúdo relevante. Ensinar a aprender.



O Cliente não sabe o que quer

Posted: March 25th, 2010 | Author: admin | Filed under: Projetos | Tags: , , , | No Comments »

Se você já trabalhou em uma fábrica de software, certamente já ouviu um gerente, analista ou até desenvolvedor reclamando: “O cliente não sabe o que quer!”.

E de fato, eles tem razão. Na maioria dos casos o cliente realmente não sabe o que quer. Mas e então? Você vai deixar de atendê-lo? Ou, se você VAI atendê-lo, então qual a melhor forma de se fazer isto considerando esta restrição?

O quadro abaixo mostra 3 métodos de desenvolvimento de software e os casos em que cada um deles pode ser melhor empregado. TALVEZ, sua resposta esteja no quadro…

Quadro comparativo Waterfall, Agile, Lean

Mas e se você não tiver certeza se o cliente realmente sabe o que quer ou não?

Neste caso você deve testá-lo. Peça-o para desenhar os protótipos de algumas telas junto com você, deixe ele conduzir a criação dos protótipos. Se ele tiver muita dificuldade nisto, existe uma imensa chance dele ser do tipo de cliente que não sabe o que quer.

Prototipe. Muito.


Nikolai Kondratieff já sabia da crise!

Posted: October 8th, 2008 | Author: admin | Filed under: Reflexões | Tags: | 1 Comment »

É típico, sempre que acontece algum desastre, seja no trabalho, faculdade ou qualquer lugar, não demora muito aparece aquele cara legal pra falar: “Eu avisei que ia dar merda!”. Pois é, se hoje ainda estivesse vivo, Nikolai Kondratieff seria este cara. Mas antes de falar desse velho russo esquecido, bebedor de vodka, vamos dar uma olhadinha na crise mundial que vivemos hoje.

Algum tempo atrás os americanos descobriram uma forma de ganhar dinheiro que virou moda nos EUA. Eles pegavam empréstimo no banco e deixavam a suas próprias casas como garantia de pagamento do empréstimo. Como o mercado imobiliário na época estava muito aquecido, os americanos usavam a maior parte da grana do empréstimo pra comprar mais imóveis, e a outra parte, simplesmente torravam!

Imagine só, o americano Joe tinha uma casa que comprou por $200.000 e alguns anos depois, ela valia $700.000. O banco vira para Joe e diz que emprestaria $500.000 para ele e tudo que ele precisava fazer era assinar um papel deixando sua casa como garantia de que ele pagaria os empréstimo em suaves prestações. Joe espertamente pensou: “Uau! Eu pego esse empréstimo, compro outra casa de $200.000 que vai valer o dobro amanhã, e o resto da grana eu posso fritar em Big Macs, TV’s de plama, iPods e um carrão! Holy shit, vou ser o próximo Donald Trump!”

Mas Joe não sabia que ainda teria uma surpresa muito desagradável…

Quando veio a crise imobiliária, os imóveis dos gringos desvalorizaram, e como muitos haviam investido o dinheiro em mais imóveis, eles simplesmente quebraram. Como haviam torrado a grana toda, não tinham dinheiro na praça nem pra pagar o empréstimo. Resultado… os gringos começaram a dar calote nos bancos. Depois de tomar tanto calote, os bancos de investimento dos EUA começam a quebrar…

Pronto, jogaram a merda no ventilador. A crise se espalhou de tal forma que a Europa e a Ásia já começam a dar sinais de desespero também. Todas as bolsas despencandando, Europa injetando dinheiro em seus bancos para evitar que eles tenham o final trágico que Lehman Brothers teve. O Brasil vende dólares para tentar segurar o câmbio… É o CAOS!

Mas, neste exato momento, o fantasma de um russo esquecido pela história está dando risadas no além, enquanto segura uma plaquinha com os dizeres: “Eu já sabia!

Nikolai Kondratieff era economista e em 1926 publicou um estudo chamado “Long Waves in Economic Life”. Este velhinho safo tinha como objetivo analisar alguns fatores que estimulariam a economia soviética a crescer. Mas ele acabaria descobrindo algo além disso…

De acordo com o estudo de Kondratieff, a economia mundial acontecia sempre em ciclos de grande prosperidade e grande recessão. O gráfico abaixo mostra em linha AZUL a onda que Kondratieff traçou para a “riqueza do mundo” em diversos momentos.

Nikolai Kondratieff waves

O velho “Kond” mediu a quantidade de compras no atacado (whosale) das principais economias de sua época entre aproximadamente 1800 a 1920. Ele imaginou que se existisse muita compra no atacado durante alguns anos, significava que também existia muita gente comprando no varejo, ou seja, as pessoas tinham dinheiro no bolso! Da mesma forma, quando as compras no atacado caíam, era porque as pessoas não tinham dinheiro no bolso, logo existia uma recessão.

Bem, o que aconteceu é que devido a dificuldade em comprovar estes dados naquela época (mais de 80 anos atrás), a pesquisa do velho russo ficou esquecida… e somente depois do ano 2000, alguém a encontrou e decidiu verificar se o Sr. Kond estava delirando ou não.

É aí que entra a linha VERMELHA do gráfico. A linha vermelha foi traçada com dados mais precisos, e refletem os dados de venda no atacado dos EUA nas respectivas épocas citadas no gráfico.

Se você analisar este gráfico, verá que as ondas vermelhas obedecem a forma sugerida por Kondratieff, no entanto a cada ciclo, a crista da onda vermelha atinge um nível mais alto, ou seja, o mundo enriquece se comparado a crista de onda anterior.

Mas que porcaria tudo isto significa? Significa o seguinte, como se pode ver no gráfico, em 2008 a linha vermelha já estrapolou e muito a linha azul idealizado pelo velho Kond, e está em um nível muito, muito alto, se comparado as ondas anteriores, ou seja, está na hora da linha vermelha cair… já está caindo… e vai cair ainda mais.

O que eu realmente gostaria de saber agora é, em que ponto da queda estamos? Será que esta crise mundial é só o começo? Será que já estamos atingindo o fim da depressão e entrando na fase de recessão mundial? Será que somente uma nova guerra (dê uma olhadinha no gráfico) irá colocar a economia mundial de volta na “crista da onda”?

Talvez se o velho Nikolai ainda estivesse vivo ele pudesse nos dar algumas dicas e ensinar os para os americanos que nunca se deve gastar o dinheiro da hipoteca da casa com Big Macs e iPods!